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transformação digital | opinião

Inovação e mentalidade disruptiva

Bruno Vieira, coordenador da pós-graduação em Digital Marketing Strategy e Elvira Vieira, diretora-geral do ISAG-EBS

Os nativos digitais vão transformar o mercado de trabalho





P ara além da necessidade de uma liderança recetiva à mudança e de uma estrutura sólida de tecnologia da informação, com profissionais especializados, também a chegada da geração Z ao mercado de trabalho representa um desafio. Contudo, é simultaneamente uma oportunidade para aprofundar a digitalização.

A transformação digital conduz a novos modelos de negócio, que, por si só, se apresentam como uma vantagem competitiva para atrair esta geração, nascida entre o final da década de 90 e início dos anos 2000. Por serem nativos digitais, pela sua sede de inovação e mentalidade disruptiva, estes jovens estão preparados para ajudar a moldar novos modelos empresariais e até integrar postos de trabalho que ainda não existem, mas que o digital faz adivinhar.

Data science e business intelligence, marketing digital, informática de gestão, web 3.0, blockchain, criptoeconomia e cibersegurança são exemplos de áreas que irão crescer com esta geração. Neste contexto, as empresas irão competir na captação e retenção do talento que as instituições de ensino superior terão, incontornavelmente, de formar para a digitalização, com programas que vão desde os cursos superiores técnicos e superiores profissionais às pós-graduações.

Por um lado, constata-se a preferência pelo teletrabalho e a exigência de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Por outro, os jovens oferecem também às empresas novas ideias e estratégias, que pretendem facilitar processos e atualizar métodos de organização e dinâmicas internas.

Por estar cada vez mais consciente dos problemas sociais e ambientais, esta geração procura ainda um local de trabalho onde os seus valores estejam representados. Nesse sentido, incentivará a transformação digital, enquanto contributo para diminuir o desperdício e acelerar a transição energética.

Apesar de o futuro se revelar tecnológico, quando falamos de relações interpessoais é preciso humanizá-lo. Por isso será vital a adaptação das estruturas e cultura interna para associar as forças dos trabalhadores de diferentes gerações, articulando a inovação Z com a experiência dos seus antecessores.