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Lisboa está na lista das cidades europeias com maior procura de escritórios Flex


DE ACORDO COM A ÚLTIMA PESQUISA da Savills e da Workthere (especialista em espaços flex), Lisboa ocupa a sexta posição (com cerca de 3%) na lista das cidades europeias mais ativas no sector dos chamados espaços flex offices. Este perfil de espaços representou, segundo a consultora imobiliária, 4% do total de escritórios europeus utilizados durante o primeiro semestre deste ano.

No conjunto das 13 cidades contempladas na análise da Savills Research, a capital inglesa permanece o mercado mais ativo da Europa, já que este sector representou 13% de toda a absorção de escritórios de janeiro a junho de 2023. Seguem-se Praga (8%), Amesterdão (6%), Madrid (5%) e Varsóvia (4%). A lista integra ainda cidades como Milão, Frankfurt, Paris CBD, Munique, Berlim, Dublin e Paris IDF.

Perante estes números, Mike Barnes, associate director da Savills European Research, frisou que, “dado que o sentimento de contratação dos empregadores mostrou sinais de enfraquecimento nos últimos três a seis meses, o crescimento da ocupação de contratos flex será apoiado por empresas que procuram termos flexíveis para garantir que otimizam o nível certo de espaço de trabalho”. Salientou ainda que também se está a “assistir a uma mudança na procura do melhor espaço flex da sua classe, tanto por razões ESG como para atrair e reter talentos, o que muitas vezes inclui o desejo de uma oferta de comodidades melhorada”.

Também Ed Bouterse, head da Workthere Europa, afirmou que “a Europa está a assistir à recuperação do sector de escritórios flex após a pandemia, uma vez que as empresas continuam a concentrar-se na gestão de custos, enquanto tentam garantir o melhor espaço disponível”. Explicou ainda que, “em resultado de uma procura estável e de um maior volume de take up, Londres, Amesterdão e Varsóvia registaram um crescimento anual de 10% nos preços dos espaços de trabalho flex, e estamos a assistir a um aumento dos custos noutros mercados europeus pelas mesmas razões”.

Na opinião deste profissional, responsável pela gestão do portefólio de espaços flex na região EMEA, “de um modo geral, acreditamos que a expansão dos operadores de escritórios flexíveis aumentará em 2024 para cerca de 5%-8% da utilização na Europa, quando a ocupação contratual se aproximar da marca dos 85%”, conclui.