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especial MBA & Pós-Graduações | ABERTURA

Upgrade na formação e na carreira

Investir no conhecimento, seja através de um MBA ou de uma pós-graduação, continua a ser uma aposta de muitos profissionais, que querem fazer um upgrade na carreira profissional. Ou não fossem estas formações “ferramentas” de peso no mundo empresarial e consideradas por muitos um investimento para quem ambiciona fazer a diferença





U m MBA é de longe a qualificação empresarial mais reconhecida em todo o mundo e um MBA das melhores escolas de negócios de qualidade continua a ser muito respeitado pelos empregadores.” A declaração é do diretor executivo da Association of MBA (AMBA), uma organização internacional que credencia programas de Masters in Business Administration em universidades e business schools em todo o mundo (atualmente cerca de 291, de 70 países), entre as quais algumas business schools portuguesas. São os casos da AESE Business School, da Católica Lisbon School of Business & Economics, da Católica Porto Business School, do INDEG-ISCTE Executive Education, do ISEG Lisbon School of Economics and Management, da Nova School of Business and Economics e da Porto Business School.

Especialização numa área de atividade, conseguir uma promoção ou até mesmo uma nova função são algumas das muitas motivações que levam um profissional a fazer um Master in Business Administration (vulgo MBA) ou uma pós-graduação.

A revolução digital

A digitalização da formação, quer de MBA quer de PG, tem sido provavelmente um dos maiores desafios das business schools, principalmente nos dois últimos anos, potenciada pela pandemia da covid-19. Globalmente, em 2020 43% dos programas de MBA foram lecionados online, apesar de apenas 12% dos programas estarem preparados para serem ministrados dessa maneira, concluiu uma pesquisa efetuada pela AMBA.

Ainda de acordo com esta entidade, os números apurados junto da sua rede credenciada, ainda em 2020, revelam a extensão da mudança para o online. Vejamos: 76% do ensino de MBA foi planeado para ser em sala de aula, mas apenas 29% dos cursos foram realmente realizados em sala de aula; 41% dos cursos foram lecionados online, quando apenas 11% foram originalmente destinados a serem ministrados online.

Globalmente, o volume de inscrições recebidas por cada escola de negócios aumentou, em média, 7% de 2019 para 2020. O volume de inscrições recebidas por cada programa individual aumentou, em média, 9% no mesmo período. Outro dado curioso prende-se com o facto de o volume de inscrições por programa ter aumentado 45% em África, 23% na Índia e 22% no Reino Unido de 2019 a 2020.

O online ganhou espaço nos últimos tempos e os rankings dos melhores programas online estão aí para o comprovar. Os dados relativos a 2022, divulgados em março deste ano pelo Finantial Times (FT), destacam a liderança, pelo quinto ano consecutivo, da Warwick Business School, do Reino Unido (https://rankings.ft.com/rankings/2868/online-mba-ranking-2022). Seguida da Imperial College Business School, também do Reino Unido, e da IE Business School, de Espanha. De acordo com os especialistas, a formação online assume um peso relevante, na medida em que a abrangência geográfica que permite, devido às novas tecnologias, faz com que possa chegar a novos nichos de mercados, sobretudo para quem o recurso ao digital é a única possibilidade de fazer um upgrade nas suas competências de gestão.

Marcar pontos

Os benefícios que um MBA ou uma pós-graduação podem aportar a quem os faz são reconhecidos pelos próprios, pelos empregadores e pelo sector empresarial, que desta forma também eleva a qualidade de gestão. Argumentos a favor não faltam, desde o desenvolvimento profissional e pessoal, resultante da aprendizagem de novos conhecimentos, até ao desenvolvimento da autoestima e da confiança, componentes essenciais para quem pretende contribuir para o desenvolvimento da empresa em que trabalha. A opção pode fazer a diferença na visão empresarial e de negócio que os profissionais acrescentam às suas skills.

Mas também existem alguns entraves, como o investimento necessário para realizar uma destas formações, elevado para a maioria dos portugueses. Dependendo das escolas e do formato da formação (part-time, a tempo inteiro ou online), os custos variam, mas podem atingir milhares de euros. No entanto, algumas escolas de negócio disponibilizam bolsas de estudo ou até programas de financiamento que podem facilitar a vida aos interessados.

Portugal nos rankings internacionais

A presença de algumas business schools portuguesas entre as melhores escolas internacionais tem sido consistente ao longo dos últimos anos. O European Business Schools Ranking, que lista as melhores escolas de negócios mundiais, relativo a 2021 (o de 2022 só será conhecido no final do ano), voltou a distinguir a formação avançada que se faz em Portugal, concretamente as escolas de negócios. Nova SBE, Católica Lisbon School, Porto Business School e Iscte Business School foram as quatro presenças nacionais na lista das 95 eleitas.

A Nova SBE ficou em 27.º lugar, a Católica Lisbon School of Business & Economic no 29.º, a Porto Business School no 66.º e o Iscte Business School na 77.ª posição (ver caixa). No panorama global europeu destaque para a HEC Paris, Insead, Edhec Business School e Essec, que se mantiveram nos lugares cimeiros no conjunto da lista.

Os programas de MBA estão igualmente bem posicionados. Veja-se o caso do Global MBA Ranking do FT, que no ano passado contou com a presença da The Lisbon MBA Católica/Nova na 82.ª posição, num total de 100 business schools.


Homens versus mulheres

A necessidade de promover uma maior igualdade de género tem sido um tema recorrente nos últimos anos em diversos sectores de atividade, e na formação não é diferente. O predomínio de homens no mundo dos negócios é uma constatação, uma realidade que sempre esteve refletida no mundo da formação, espelhada na disparidade entre o número de mulheres e homens admitidos nos MBA e no sucesso das suas carreiras depois de concluída essa formação executiva. Mas, de acordo com os rankings mundiais dos programas de MBA do Financial Times (FT), o cenário está a mudar. Desde 2007 que a percentagem de mulheres em cursos de MBA subiu de 17% para 31%. Refere ainda o FT que nos últimos anos houve um maior esforço das business schools no propósito de igualdade e na maior incorporação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na cultura do ensino de negócios, ao invés da maximização do lucro. Aliás, um dos ODS passa exatamente por atingir a igualdade de género, que inclui a diminuição da diferença na remuneração de ex-alunos de MBA (ver caixa).

MBA com disparidade salarial

Um estudo recente do Financial Times (FT) realizado com base nos dados dos seus rankings mundiais de MBA feitos ao longo de mais de uma década mostra que as mulheres que possuem um MBA têm uma remuneração salarial menor que os homens e mais dificuldade de ascensão na carreira do que estes. Aliás, de acordo com o FT, a diferença entre géneros na remuneração de formados com MBA é de 15 pontos percentuais, inferior à média mundial, que, segundo o FT, ronda os 23%. Por exemplo, no Reino Unido, e ainda de acordo com a análise feita, uma mulher ganha 87 pences por cada libra ganha por um homem. Mas a diferença salarial é ainda maior em outros países. Estima-se que, em média, as mulheres ganhem 0,77 dólares por cada dólar ganho pelos homens. A análise recua a 2007, altura em que o vencimento típico anual para ex-alunos de MBA em faculdades classificadas rondava os 109 mil dólares (96 mil euros) no caso dos homens, contra 92 mil dólares (81 mil euros) auferidos pelas mulheres. 16% menos entre ambos. De acordo com os dados de 2022, a diferença salarial entre alunos e alunas antes do MBA era de 10%, dois pontos percentuais a mais do que depois de conseguidos os diplomas. Ainda assim, o aumento salarial das mulheres, em termos percentuais, foi maior do que o dos homens em quatro dos sete últimos anos (2016, 2017, 2020 e 2021).